Dois Eclipses, Um País em Reflexão – Setembro de 2025 e o Brasil
- Helena Gerenstadt

- 15 de ago. de 2025
- 3 min de leitura
Às vezes, o céu se abre como um livro antigo, e eu sinto que cada planeta, cada aspecto, é uma frase que fala diretamente ao meu coração. Setembro de 2025 será assim para mim: um mês em que as estrelas parecem sussurrar verdades profundas sobre ciclos que estão se fechando — e outros que começam a nascer.
Serão dois eclipses que atravessarão o mês como portais:
🌕 Em 7 de setembro, um Eclipse Lunar Total, com a Lua Cheia em Peixes e o Sol em Virgem. Ele será visível em partes da América do Sul, África, Europa e Ásia. Para mim, a energia dessa Lua é como um chamado espiritual inevitável. Algo que pede rendição, entrega, finalizações necessárias. Tanto na minha vida pessoal quanto no que sentimos coletivamente.
🌑 Depois, um Eclipse Solar Parcial, com a Lua em Virgem cobrindo parte do Sol. Esse, visível em regiões da Antártida e América do Sul, chega com um tom mais prático, trazendo à tona questões sobre trabalho, saúde, organização e serviço. É como se o universo quisesse limpar a mesa antes de servir o próximo banquete.
E não consigo deixar de pensar no Brasil. Afinal, 7 de setembro é o aniversário da nossa independência — e o nosso mapa natal tem o Sol em Virgem, Ascendente em Aquário e a Lua entre Aquário e Peixes. Essa sincronia cósmica parece carregar uma mensagem maior para o nosso país.
Vejo no céu sinais de tensão e reestruturação:
Plutão retrógrado em Aquário me fala de revoluções silenciosas, crises de poder que se desenrolam nos bastidores. É como se algo nas estruturas sociais e políticas estivesse se desfazendo para que um novo modelo pudesse nascer.
Marte em Libra em oposição a Saturno e Netuno em Áries me parece um cabo de guerra entre ação e limite, entre ideal e realidade. Penso em desacordos políticos, crises institucionais, disputas sobre o que é justo e o que é apenas ilusão.
E, ao mesmo tempo, há um Grande Trígono de Ar envolvendo Marte, Urano e Plutão. Sinto aqui um sopro de criatividade e articulação. Movimentos sociais, vozes novas, ideias frescas — talvez o prenúncio de líderes que ainda não conhecemos.
No dia 9 de setembro, quase colado ao feriado da independência, teremos uma Lua Cheia em Aquário. E Aquário é o povo. É o coletivo. Essa Lua pode acender manifestações, polarizações e discussões acaloradas. Talvez seja o clímax de algo que já vem se formando.
No plano internacional, percebo que Saturno e Netuno em Áries estão redesenhando fronteiras e formas de liderança no mundo. O Brasil, nesse tabuleiro, talvez precise reposicionar suas alianças, rever estratégias, decidir de que lado da história quer estar.
O céu, nesse mês, me diz que:
Tensões institucionais podem aflorar.
Estruturas obsoletas podem ruir.
Novos atores políticos podem ganhar força.
Movimentos coletivos podem crescer.
Mas também me lembra que tudo isso não é apenas sobre política. É sobre propósito. É sobre revisitar a alma de uma nação e perguntar: Quem somos agora? E quem queremos ser daqui pra frente?
Enquanto escrevo, sinto que setembro será um chamado para mim também. Um convite para olhar com honestidade para o que precisa terminar e para o que estou pronta para começar. Talvez, assim como o Brasil, eu também esteja me preparando para uma nova independência — mais silenciosa, mas igualmente transformadora.




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