Quando Marte dança em Libra: reflexões sobre um céu de ação e diplomacia
- Helena Gerenstadt

- 15 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Quando olho para o céu entre 6 de agosto e 22 de setembro de 2025, sinto que Marte, o planeta da ação e do impulso, estará vivendo um momento de aprendizado. Ele passará por Libra, signo que carrega a energia da justiça, da harmonia e da diplomacia. E, como alguém que observa e sente o ritmo dos astros, percebo o quanto isso desperta reflexões profundas.
Marte em Libra não é uma combinação fácil. É como se um guerreiro, acostumado a agir com rapidez e intensidade, precisasse vestir roupas elegantes e aprender a negociar antes de avançar. Em astrologia, dizemos que Marte está “em exílio” neste signo — ou seja, sua força direta fica comprometida, pois precisa se expressar através da ponderação, do diálogo e do senso estético.
Durante esse trânsito, a energia da ação se volta para os relacionamentos, parcerias, acordos e causas de justiça. Mas isso não significa que será sempre pacífico. Pelo contrário: há um jogo de forças que pode se transformar em uma verdadeira “guerra de influência”. A raiva, por exemplo, não costuma se mostrar de forma explícita — ela se disfarça atrás de sorrisos cordiais e estratégias sutis.
Eu sinto que, nesse período, todos nós seremos convidados a repensar como usamos nossa energia nas relações. Será que agimos por impulso, ou estamos cedendo demais para agradar? Será que estamos confundindo nossos desejos com os dos outros? Ou estamos exigindo que o mundo se encaixe nas nossas regras de comportamento e justiça?
Marte em Libra também desperta um lado nobre: a defesa apaixonada da justiça e do equilíbrio. Mas, quando pressionado, pode gerar disputas, manipulação e discussões de poder. Por isso, penso que o segredo para atravessar esse trânsito está em cultivar diplomacia e paciência, sem abrir mão da autenticidade. É um convite para agir, sim — mas com elegância, consciência e cuidado com o impacto que deixamos no outro.
No fundo, é um momento para aprender que, às vezes, a verdadeira força está em saber esperar, ouvir e construir pontes, e não em levantar a espada.




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